A partir de hoje vou ver a vida como Balzac. Será que vou conseguir entender o que isso quer dizer? Trintei. E foi como piscar os olhos.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
O que me faz tão bem
Tanto tempo tem que não posto aqui. Confesso que estava com saudades, mas a correria dos dias não tem me deixado tempo, não tem permitido que surja em mim a inspiração para escrever, nem a vontade, pelo cansaço dos trabalhos exaustivos. Na verdade os trabalhos nem são tão exaustivos assim. São, inclusive, extremamente prazerosos, mas ocupam parte importante do meu tempo (praticamente todo ele). Mas como tudo na vida tem um lado positivo, essa ausência me fez perceber que às vezes o que mais nos motiva a viver acaba sendo deixado em segundo plano quando a vida impõe outras maneiras de ser levada, vivida, encarada. E assim eu cresci um pouco mais, em resignação principalmente.
Percebi também que a falta de tempo é uma desculpa cômoda, que te empurra cada vez mais para a sua zona de conforto. E lembrei que a zona de conforto é um lugar perigoso de se viver, mas é quentinho, parece calmo e finge oferecer aquele abrigo que tanto buscamos incessantemente. Pelo menos eu busco, porém com um pouco menos de avidez do que o colocado. E cada vez que me afasto das palavras, noto que elas são o meu verdadeiro abrigo, externo, um meio de ajustar as ideias que ficam transitando na mente, esperando um lugar para se fixar e fazer sentido.
Pretendo não me afastar mais, tão cedo, do que me faz tão bem. Até por uma necessidade ampla de permanecer sã e ter consciência de que escrever é minha grande válvula de escape.
domingo, 12 de maio de 2013
Até...
Tenho lido muito sobre espiritismo, estudado os livros,
frequentado o centro, feito evangelho no lar e tudo que posso para me
fortalecer. Tenho evoluído consideravelmente, deixando de lado algumas
características que não gostava, aprimorando algumas qualidades e tentando me
desfazer de alguns defeitos. Tenho me tornado uma mulher melhor, mas nesses
dias, em que a vida me mostra o quanto é frágil, me pergunto o que fazer
com essa tristeza que invade ao sentir que estamos perdendo alguém.
Um alguém insubstituível, necessário, especial, que me
cuidou, me pôs para dormir, fez meu café da manhã inúmeras vezes, assistiu
televisão comigo, me ensinou tanto sobre a vida e sobre como viver. Me ensinou
a gostar de Roberto Carlos e ao chorar todo fim de ano com seus especiais. Me
ensinou a ser paciente, a ser mais delicada, fina e educada. Vem me mostrando o
que é coragem, vontade e força para permanecer numa vida que quase nada mais
traz de felicidade.
Alguém que eu chamo de vó, mas poderia muito bem chamar de
mãe. E nesse momento sinto algo indescritível, mas bom, por saber que tive
tantas mães. A mãe primeira, que me pôs ao mundo. As mães avós que ajudaram
essa mãe primeira a cuidar para que nada me faltasse. As mães tias que ajudaram
em todo esse processo difícil que foi a minha infância. E uma delas tá querendo
ir embora. Tá de mudança. Tá se despedindo de alguma maneira.
Quando meu avô desencarnou, eu tinha só 9 anos. Hoje tenho
quase 29 e sei que lidar com a morte talvez não seja algo tão tranquilo ainda,
mesmo sabendo que essa vida é uma prisão e que, muitas vezes, a alma é bem mais
feliz livre, principalmente quando o corpo físico não suporta mais. Sei que seu
tempo tá curto minha rainha... curto demais para o que eu ainda gostaria de
viver ao seu lado... sei que a qualquer momento poderemos receber uma notícia
triste sobre a sua partida. São tantos problemas, tantas doenças, tantos sinais
de que não dá mais.
Sei que a sua ausência será um fardo pesado para carregar,
mas o farei. O farei como fiz com todos os outros fardos da minha vida. Ficarei
amiga dessa dor vó e me lembrarei apenas de todos os momentos absurdamente
felizes que passei ao seu lado. Não, isso não é uma despedida. Eu sei que nós
nunca diremos adeus. Isso também não é um sinal de fraqueza, nem de
desistência. Isso é só uma tentativa de aceitar. Aceitar os fatos como eles
são.
E dure o tempo que durar, e tenhamos o tempo que Deus ainda
quiser. Eu queria muito poder pedir a Ele que esse tempo se traduzisse em
muitos anos, mas sei que não tenho esse direito. Isso também não é falta
de fé. É apenas um desabafo de alguém que procura nas palavras um modo de lidar
com as tristezas desse mundo. E não importa quantos abraços daremos nessa vida.
Sei que eles serão eternos. Te amo profundamente Dona Cida.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Um bocado de gente
Eu amo um bocado de gente que não
reconhece e muito menos consegue retribuir esse amor. Que é cega demais para
notar o próprio egoísmo. Ou que é desumana demais para entender os momentos em
que eu preciso de afeto, abraço, colo, e um bocado de carinho maior do que esse
bocado de gente. E ontem doeu perceber que esse é o caminho que eu tenho que
percorrer. É preciso aprender que não importa se alguém pode ou quer retribuir
o amor que você destina a ela. Esse amor deve continuar existindo, crescendo e
compreendendo que só é sincero quando não há NENHUM tipo de cobrança.
Mas eu sou um ser humano e na maioria
das vezes é difícil demais tentar sentir algo tão puro e limpo. É um processo
doloroso, como tantos outros, de muito tormento, decepção, mágoa, raiva,
incompreensão e medo. Medo de no fim de tudo ter a certeza (que no fundo já se
tem) que é impossível ser feliz sozinho, mas a tristeza não pode ser vivida em
grupo. Medo de viver o que, de fato, já estou vivendo: um afastamento coletivo
de tantas pessoas importantes, vitais, necessárias para alicerçar os meus dias.
Eu ainda não sei o que vou aprender
com isso tudo. Eu não sei onde essa dor vai parar, quando vai parar, se um dia
vai parar. Eu não sei quando vou conseguir passar essa etapa, enfrentar esse
processo de cabeça erguida e sair dele mais pura e melhor do que entrei. Eu só
sei que é preciso, porque não tenho forças ou argumentos para mudar isso, para
fingir que nada está acontecendo e que tudo está como era antes. Não está. E é
preciso aceitar que nunca mais vai ficar.
Eu já perdi esses abraços, os
sorrisos, as ligações intermináveis, o aconchego das palavras, os conselhos e o
cheirinho. Eu não sou importante como achei que fosse, nem sou necessária para
essas pessoas como elas são na minha vida. Mas hoje vejo que eu nem queria que
a importância fosse equivalente. Eu só pedia um pouquinho de atenção de vez em
quando. Mas nem isso tenho mais. Eu não tenho nada em troca e mesmo sem nada
para alimentar, é incrível como o amor só cresce, ocupando todos os espaços do
meu peito, do meu corpo, da minha alma, até o ponto de quase explodir por não
caber dentro de mim.
Mas Deus, embora eu reconheça que
estou um tantinho mais forte do que era antes, está difícil carregar esse fardo.
Meus braços não agüentam. A cabeça está cansada e o coração anda espremido
demais, pequenininho, choroso. Eu preciso de ajuda Pai. Eu preciso pegar na sua
mão.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Volta logo pro meu colo
A dor da ausência é quase
inexplicável. Saudade é uma palavra que
criamos para tentar expor o que se passa por dentro, mas às vezes acho que ela
não contempla todo o sentimento. O quanto dói agora é muito mais do que só
sentir saudade. Porque só sentir saudade é quase algo bom e definitivamente não
há bondade nesse mundo que arranque do meu peito e tire da minha garganta esse
aperto que me sufoca e me deixa sem ar. É um sentimento maior que chorar, maior
que perder, maior que qualquer distância que possa existir.
É um soluço que não pára com água. É um
sorriso que não é, nem de longe, feliz. É uma tosse que não é física. Mas o que
é então? É o preço que se paga por se permitir amar tanto alguém, sem
condições, interesses, sem motivos, sem esperar nada em troca. É o preço que se
paga por dar a sua vida pro outro. Por se preocupar mais com alguém do que
consigo mesmo. É o preço que se paga por querer bem demais, mais até do que a
capacidade humana (exceto a capacidade materna) consegue querer bem a alguém.
É tudo tão incerto agora. Ontem você
tava por aqui, ocupando todos os espaços da casa, deixando seu rastro por onde
passava, dando um sorriso ali, uma birra acolá. Hoje é o silêncio que impera e
machuca mais os meus ouvidos do que qualquer grito histérico seu. E o que mais
me faz sofrer não é o egoísmo de querer a sua presença; é não saber o que se
passa com você na sua ausência. É aquela preocupação latente e incessante. É aquela
vontade maior que tudo de saber como você está, como vai a sua vida.
Mais uma vez me pego pensando na
letra de Roberto Carlos como trilha sonora. Eu preciso saber da sua vida. Peça
alguém pra me contar sobre o seu dia. Eu só preciso saber como vai você, se
está comendo direito, tomando banho, indo pra escola, assistindo seu desenho
favorito. Se alguém está te contando história para dormir, embora você quase nunca
tenha dormido comigo. Se alguém está jogando bola com você, embora quase nunca
fosse ao meu lado que você jogava. Se alguém está brincando de esconder embaixo
do cobertor, embora eu saiba que poucas vezes eu estava ali, do seu lado.
Eu sei que não saiu das minhas
entranhas, que não fui eu que gerei, amamentei, dei a luz. E eu sei também que
isso faz a maioria das pessoas não entender o meu amor, a minha preocupação, o
espaço que você ocupa na minha vida e dentro de mim. Confesso que nem eu
entendo direito, que seria mais fácil se você fosse só um parente a mais. Mas o
fato é que nunca amei ninguém tanto quanto amo você e a sua ausência é uma dor
que eu ainda não estou acostumada. Tantas outras já se tornaram amigas e doem
devagar. Dessa eu não sei o que esperar. Talvez espere crescimento e aceitação,
porque impotente demais eu sou pra tentar qualquer outra coisa.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Porque boicotamos o amor?
Essa é uma pergunta que tenho me
feito muito ultimamente, principalmente depois que percebi o quanto amo alguém
que achava que nem amava mais tanto assim. Uma relação que dura muito tempo,
passa por muitas fases, de vários jeitos, formas, sentidos, proporções e
problemas. E eu namoro há mais de sete anos e meio, o que faz com que a rotina,
a monotonia, a falta de novidades seja um peso grande para se carregar.
Em muitos momentos pensei em terminar
essa relação, achando que namorar tanto tempo assim era um desperdício de vida.
Eu podia trocar esse namoro por festas, “amigos”, ficantes de todas as marcas e
modelos. Podia jogar fora esse tempo todo ao lado de alguém por achar que outro
tempo melhor estava por vir, outro alguém melhor estava a minha espera, um
romance de contos de fadas e de livros de literatura iria acontecer na minha
vida.
Tantas vezes vi problemas nela, jogando
toda a culpa do “fracasso” nos seus ombros, fingindo que tinha tentado de tudo,
que fazia a minha parte, mais até do que podia e que ela não fazia nada para
merecer estar ao meu lado. Meu egoísmo, minha cegueira, minha insensatez estavam
de um tamanho tão grande, que hoje dói entender que eu podia ter perdido o amor
da minha vida por insignificâncias e insignificantes.
Ainda bem que eu tenho sorte, que ela
é bem diferente de mim e sabe, muito melhor do que eu, o que quer. A minha
guerreira nunca titubeou. Nas minhas loucuras, crises, dramas, estava ao meu
lado, me olhando com aquele olhar puro, sincero, honesto e verdadeiro que só
ela tem, afirmando com a presença que estava ali esperando eu me recompor. E como
esperou. E como sofreu. E como eu fiz mal a alguém que amo mais do que a mim
mesma e só depois de tanto tempo pude perceber.
Sete anos e sete meses. Uma vida
inteira. Um amor inteiro. Um romance primeiro que hoje entendo, aceito e quero
que seja o último. Porque ainda bem que eu abri os olhos. Ainda bem que eu
consegui me livrar de mim mesma, daquela parte que me tomava dela, que me
tirava do centro, do rumo, do prumo. Ainda bem que organizei tudo dentro de mim
e voltei o meu amor pro lugar de onde nunca deveria ter saído: o altar do meu
coração e da minha alma.
Hoje, mais do que nunca, mais até do
que no primeiro dia, tenho a consciência do quanto a amo, do quanto ela é
importante e essencial na minha vida e do quanto eu preciso dela ao meu lado
pra ter a minha sanidade. Porque eu sei que “o seu amor me cura de uma loucura
qualquer”. E ainda bem que eu descobri isso a tempo de fazer direito, fazer de
novo, ser diferente.
Eu não vou mais jogar esse presente
que a vida me deu fora, porque não existe outro alguém melhor, outro tempo onde
eu seja mais feliz, outro romance que eu queira ler. Percebi que uma vida
inteira só é pouco para viver com ela. Eu quero é a minha eternidade ao lado
desse meu amor, dessa minha flor, dessa minha menina que me faz querer ser uma
mulher melhor só para viver ao lado dela e ver, emoldurando o seu rosto, o
sorriso mais bonito que existe no mundo.
E vou me manter de braços e peito
aberto esperando mais sete anos, setenta anos, setecentos séculos. Agradecendo eternamente
ao destino por tê-la colocado no meu caminho e agradecendo a ela, eternamente,
por ter me devolvido a vida e a razão para sonhar.
Porque só nos seus braços, no seu
abraço, no aconchego do seu corpo, meu amor, eu posso dormir em paz.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
A EXPECTATIVA É SÓ UMA DOR, NADA MAIS.
Há algum tempo a vida tem me mostrado
que eu preciso diminuir, senão encerrar, as expectativas que tenho com relação às
pessoas, todas elas. Uma sucessão de fatos e decepções tem me feito perceber
que esperar reciprocidade é uma besteira, e porque não dizer, uma dor. A chance
de alguém não ser o que você espera é muito maior do que a de ela atender as
perspectivas que você construiu. E não acho que isso seja necessariamente um
problema. O problema é só o sofrimento que tem me causado.
E vejo que a única forma para não
sentir esse aperto no peito e esse fogo queimando por dentro é exterminar tudo
o que eu penso sobre todo mundo e começar de novo, entendendo de uma vez por
todas, que não devo esperar nada, absolutamente nada. Devo apenas ser grata a
existência pelo que vier de bom e aceitar o que vier de ruim. Não tenho mais
forças para tentar resgatar imagens que se afundam no lamaçal.
Vou fechar um ciclo grande muito em
breve e sei que essa é a chance para definitivamente mudar isso em mim.
Encerrar um ciclo e começar outro é uma oportunidade maravilhosa para fazer
diferente, para respirar novos ares, abrir espaço para novas pessoas e deixar
ir aquelas que não querem mais estar ao meu lado. E por mais que eu sei que vou
me dilacerar por dentro por permitir essa ida, é preciso, é o que eu devo
fazer.
Como diria Renato Russo: “Vai, se
você precisa ir”, e vá em paz. Cada um tem um caminho a trilhar e sinto que
esse rompimento conceitual, para mim, vai ser um passo enorme na estrada que
estou caminhando. E sinto ainda que preciso deixar a porta aberta, escancarada
para aqueles que virão, para aqueles que estão retornando e principalmente para
aqueles que querem e irão permanecer. Eu espero, sinceramente, que toda essa dor
dos últimos dias passe, que a ferida cicatrize, que o que for fardo seja
deixado, para que a vida siga mais leve, mais tranqüila, mais bonita.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Nasci tarde demais
Às vezes eu fico pensando na vida e sinceramente
acho que nasci tarde demais. Tarde demais para fazer diferente. Tarde demais
para pensar algo novo. Tarde demais para surpreender. Tudo que vale realmente a
pena já foi vivido, feito, inventado. Ouvi hoje em um documentário que o único
momento digno da vida é o passado. Acho que foi Tom Zé que disse, com suas
palavras, não com as que eu usei para repercutir agora. E o passado a que ele
se refere ficou lá na década de 60, 70, 80, não mais que isso ou bem antes
disso.
Nasci em 85, o que significa que a
década em que posso afirmar que me alimentei de cultura foi à década de 90. E o
que de interessante aconteceu na década de 90? Mais precisamente no seu fim? Digam-me,
por favor, porque não me recordo de nada. Às vezes acho que nem sou tão boa jornalista,
poeta, escritora, artista, como poderia ser por culpa do ano em que eu nasci. Sou
quase capaz de afirmar que se no meu RG tivesse escrito, no campo da data de
nascimento, 12 de março de 1975, eu seria um gênio qualquer.
E não pense que isso é uma pretensão
ou uma prepotência ou uma arrogância. É só uma constatação simples e óbvia. Quem
não viveu a tropicália, a jovem guarda, a bossa nova, o movimento hippie, não
participou de Woodstock, não conviveu com Vinícius de Moraes, não estava
presente no auge do rock nacional e internacional e não curtiu sequer o
nascimento do Manguebit, pode ser o que nessa vida, em seu sentido cultural? Nada
e ninguém. Ou só um alguém que remexe no passado procurando algum sentido que
não encontra no presente.
Não há mesmo sentido algum no
presente. Não há sentido na era da tecnologia. Não há sentido na modernidade,
na contemporaneidade, na atualidade, muito menos na globalização. Não há sentido
nesses fragmentos culturais que pincelamos por aí, que surgem e se acabam antes
mesmo de ter surgido, porque ninguém mais entende de movimentos, manifestos,
revolução, novidade, criação. Não há sentido sequer nos textos que faço, nas
poesias que acho que escrevo e nos rabiscos sem criatividade nenhuma, sem
novidade nenhuma, sem atrativo nenhum, que pretendo, um dia, talvez, chamar de
livro. É uma afronta ao passado.
Esse passado tão rico, tão cheio, tão
profundo, que não nos deixou nada para descobrir, inventar, explorar. Esse passado
de tanto talento, dom, magnitude. Esse passado tão cheio de si, de glória, de
homens e mulheres que se encontravam com o que levavam por dentro de si mesmos.
Hoje em dia somos só perda de tempo. Só seres estranhos e perdidos. Só tentativas
fracassadas de autenticidade, facilmente desbancada por qualquer busca supérflua
pelo passado.
Somos só sombra, sem água fresca, sem
frescor. E acho que o melhor que podemos fazer é nos contentar e aplaudir. Talvez
imaginar que um dia estivemos ali ou tentar, ainda que sem sucesso, sugar desse
mel de passado que temos guardado no peito, nas gavetas, nas fitas antigas e
nas fotos desbotadas e amareladas. Mas ainda afirmo, o mundo seria outro se eu
tivesse nascido, pelo menos, dez anos antes.
Eis o documentário que me inspirou a fazer esse texto.
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